Uma sugestão de leitura e reflexão para os tempos atuais, que transcende as ideologias, a política, o direito e a própria ciência, para acrescer a cultura e a percepção humana, que ainda têm muito a se desenvolver.
À Escuta do Infinito: Estamos mais perto de Deus?
...O mistério do homem não comporta divisões e separações. A busca responsável pela verdade, que alimenta esse mistério, não admite partidarismos. A ânsia pelo conhecer dispensa métricas, pois pertence à ordem do inesperado. O mistério que envolve a plenitude do sentido humano constitui o horizonte do conhecimento. Já deve ir longe o tempo das separações.
Só existe pleno conhecer quando, reunidos num esforço sincero e responsável, reconhecermos os nossos limites e, de mãos dadas, enfrentarmos a tirania das exclusões...
Autores: Marcelo Gleiser, astrofísico e astrônomo; Cardeal Gianfranco Ravasi, teólogo; com introdução do filósofo e professor Bartolomeo Valle. (Ed. PUCPRESS, Kindle).
Esta obra nos alerta sobre a possibilidade e a necessidade do diálogo entre ciência e fé. Hoje, já podemos perceber que, quanto mais a ciência evolui, mais evidente se torna o mistério da criação e a grandiosidade do universo, bem como da potencialidade mental e espiritual do ser humano. A exemplo da evolução da física, via o conhecimento do mundo invisível, microscópico, da mecânica quântica e da neurociência, ao mostrar que as ações humanas não são puramente racionais, mas influenciadas pelas emoções e a capacidade do cérebro de agir de forma automática antes mesmo de nossa consciência.
Como evidencia-se, cada vez mais, o incognoscível, o “onipotente, onisciente e absoluto”, primário e incausal, gerador e mantenedor de toda a existência, como os atributos de Deus, o “Todo-Poderoso Criador”, segundo a fé, a crença, a razão, ou compreensão de cada indivíduo.
Com essa faculdade, tal qual a luz que dissipa a escuridão, a inconsciência se desfaz e desvela-se, então, a plenitude da existência.
À semelhança da alegoria ou famosa metáfora da caverna, segundo o filósofo Platão, na Grécia Antiga (427–348 a.C.), na qual apresenta-se o ser humano despertando para a autêntica realidade, pela luz do sol ou a que brota da consciência, na busca da verdade, da liberdade de bem vivenciar, do amor e da felicidade.
Pode ser uma esperança, mas é mais do que um sonho: é o sentido ideal da vida e que depende de cada um de nós, de nossa consciência, da razão e do coração, de nossa busca e ação no presente e para a posteridade, elevando-se à eternidade.
Agradeço, nesta oportunidade, aos caros amigos que me têm dedicado a sua prestigiosa atenção.
— É pela união, a solidariedade e o amor, que a humanidade evoluirá plenamente.
Carregando comentários...