O tempo passou tão depressa,
Levando consigo tantos verões,
Deixou lembranças adormecidas,
Guardadas no fundo de dois corações.
Seguimos por caminhos diferentes,
Vivemos histórias, sorrimos também,
Mas certos amores não partem da gente,
Mesmo quando a vida nos leva além.
E, de repente, você apareceu,
Com aquele sorriso que eu conhecia,
Seu olhar encontrou o meu,
E o passado voltou naquele dia.
Havia alguns fios brancos,
Marcas do tempo em nosso olhar,
Mas aquele abraço tão esperado
Fez minha juventude despertar.
Conversamos sobre nossas vidas,
Sobre os sonhos que ficaram para trás,
E descobrimos, entre risos e lembranças,
Que o amor talvez não morra jamais.
Já não éramos os mesmos de outrora,
Nem tínhamos a pressa de antes,
Aprendemos que a vida é feita
De pequenos e preciosos instantes.
Quis perguntar se ainda me amava,
Mas tive medo de ouvir a resposta,
Então fiquei admirando seu rosto,
Enquanto a tarde fechava a porta.
Você segurou minha mão,
Como fazia naquele tempo distante,
E, sem precisar dizer uma palavra,
Meu coração voltou a ser amante.
Não sei se a vida nos dará
Os dias que um dia nos prometeu,
Mas sei que, naquele reencontro,
Algo dentro de mim reviveu.
E se amanhã seguirmos separados,
Sem promessas, sem planos, sem dor,
Levarei comigo a certeza
De que o tempo não venceu nosso amor.
Pois existem amores que terminam,
Outros que aprendemos a esquecer,
Mas há aqueles que apenas adormecem,
Esperando a vida acontecer.
E quando dois olhares se encontram,
Depois de tanto tempo e saudade,
O coração descobre, em silêncio,
Que o amor não tem idade.
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